Já foi o tempo em que o consumo de verduras, legumes e frutas representava garantia de alimentação saudável. O risco de contaminação por agrotóxicos é cada vez maior, levando as pessoas a terem receio de adquirir estes produtos em mercados e feiras. Na contramão da disseminação do uso de adubos químicos, surge a agricultura orgânica, também chamada de alternativa e natural.
Este tipo de cultivo descarta o uso de defensivos agrícolas e utiliza somente produtos biológicos, como esterco, humus, fosfato natural, esterco de curral, palhadas e calda de esterco. A agricultura orgânica começou a se desenvolver mais no país na década de 90, mas até hoje é pouco difundida. Segundo o engenheiro agrônomo e proprietário do Sítio Vale da Fruta, Bernardo Maestrini, são aproveitadas as tecnologias desenvolvidas na agricultura química, usando apenas produtos alternativos.
Produtor de alimentos orgânicos desde 1993, no sítio localizado na estrada de Chácara, ele ressalta que, como as pesquisas ainda são restritas, a produção sem agrotóxico representa um aprendizado diário. “O agricultor precisa observar cultivo, pragas e doenças, para buscar melhores condições de crescimento saudável e produtivo das plantas. Dessa forma, respeitam-se mais o solo e o ciclo da cultura.” Os biofertilizantes usados no combate de pragas são menos eficientes se comparados aos químicos, mas não deixam resíduos. O desenvolvimento das hortaliças também costuma ser mais lento. A alface, por exemplo, demora até 20% a mais para ser colhida.
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