quinta-feira, 18 de março de 2010
Sobrepeso já atinge 40% da população
A aquisição de maus hábitos alimentares tem refletido diretamente no aumento de peso dos brasileiros. Segundo a endocrinologista Ana Chartuni Teixeira Cury, pesquisas comprovaram que 40% da população têm sobrepeso. A saúde das crianças, alimentadas com sanduíches e biscoitos, é a mais afetada. “Elas estão tão anêmicas quanto as africanas e tão obesas quanto as americanas.”O correto é comer moderadamente, várias vezes ao dia, fazendo pelo menos quatro refeições (ver quadro). É indicado incluir carboidratos (arroz, macarrão e batata), proteínas (de preferência carnes não gordurosas, evitando gemas de ovo e laticínios gordos) e alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras e legumes.Como o organismo precisa de equilíbrio de nutrientes, a dica é comer alimentos variados, para fornecer energia, proteínas, vitaminas, sais minerais e fibras necessárias. De acordo com Ana Chartuni, a gordura tem o dobro de calorias dos carboidratos e somente 3% do seu valor calórico são aproveitados durante o metabolismo, o restante é estocado no organismo. Este índice de aproveitamento sobe para 25% no caso dos carboidratos. A dieta pobre em gordura não aumenta o nível de colesterol do sangue e reduz os riscos de infarto e câncer.A endocrinologista aconselha as pessoas a programarem as refeições e as compras no supermercado, levando sempre uma lista. É bom não deixar alimentos muito calóricos na despensa ou na geladeira. O ideal é optar por frutas e legumes da estação que são mais frescos. “Se for ingerir alimentos com mais calorias, é preciso consumi-los em pequenas quantidades, mastigando devagar, de preferência depois de ter comido produtos hipocalóricos, como salada de frutas.”CarênciaNa opinião da médica nutróloga Alice Amaral, os alimentos chegam carentes de nutrientes à mesa das pessoas. Os problemas começam no plantio, com uso inadequado do solo e utilização de agrotóxicos. As condições de transporte, armazenamento e preparo contribuem para uma perda ainda maior. A preferência dos consumidores por frituras, enlatados, alimentos congelados, condimentados e refrigerantes agrava a situação. As conseqüências são alterações no colesterol, aumento de peso e ácido úrico, diabetes, hipoglicemia e carências nutricionais.
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