quinta-feira, 18 de março de 2010

Maior dificuldade é controlar filhos no supermercado

No supermercado, quando a garotada acompanha os pais, não hesita em escolher seus produtos prediletos e, muitas vezes, também os mais prejudiciais à saúde. Tamyris, com apenas 3 anos, agarrou um pacote de batatas fritas industrializadas, situado na prateleira próxima ao caixa, e foi logo pedir à mãe para comprar. Rejane Fernandes de Oliveira não cedeu ao apelo da filha, dizendo que, se não controlá-la, a menina enche o carrinho só de “bobagens”.

“Tamyris se alimenta bem, comendo legumes e frutas. Balas, bombons, sorvetes e batatas fritas são permitidos somente nos finais de semana. As mães têm que manter os pés firmes. Não quero que ela sofra como eu, obrigada a fazer dietas a vida toda”, declara a mãe.

Refrigerante e muito catchup são acompanhamentos indispensáveis nas refeições de Rafael, 12 anos, e do irmão Caio, 5. Hamburgueres, salgadinhos, biscoitos recheados e chocolates fazem parte da rotina dos meninos. A mãe, Saionara de Almeida Paula, 31, tenta cortar estes produtos em casa, mas reclama da teimosia dos filhos. “Eu até levei o Rafael ao médico, porque estou achando-o muito pequeno para idade dele.” Os garotos só comem alface e tomate com sanduíches. “Não gosto nem de experimentar outros legumes. Só faria isso se a minha mãe me desse dinheiro”, afirma Rafael.

Segundo a psicóloga Gelza Pimentel Cordeiro, os pais devem usar a criatividade, para os filhos terem alimentação saudável. Colocar alface e tomate no sanduíche é uma boa forma de introduzir verduras nas refeições das crianças. “É preciso negociar um horário para as refeições e impor um limite. Não adianta forçar ou obrigar, porque vai se travar uma guerra dentro de casa, e o filho tomará raiva da comida.”

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