quinta-feira, 18 de março de 2010

Consumo abusivo

Brasileiros têm refeições hiperproteicas

As proteínas, responsáveis por construir e conservar os tecidos do corpo, aparecem em excesso na refeição dos brasileiros. A porcentagem diária ingerida deste nutriente é de aproximadamente 20%, enquanto o recomendado varia entre 10% e 15%. Esta dieta hiperproteica está associada ao consumo concentrado de carnes, queijos, ovos e embutidos.

A ingestão abusiva destes produtos pode provocar alterações no colesterol e a doença denominada de gota, caracterizada pelo aumento da quantidade de ácido úrico no sangue. O indicado é consumir diariamente 1g de proteína por cada quilo de peso. Dessa forma, uma pessoa que pesa 60kg deve ingerir 60g desta substância por dia.

Para se ter idéia da quantidade em alimentos, dois bifes de tamanho médio possuem 48g de proteínas. Basta completar a refeição com arroz, feijão e algum prato que leve queijo, para atingir o índice adequado.

Ovos, feijão, soja, grão-de-bico, ervilha e lentilha são alternativas para se ter uma alimentação proteica sem a necessidade de se consumir carne. Engana-se quem a considera o principal item da refeição. O nutricionista Arnaldo Hamilton Pinheiro explica que as proteínas de origem animal possuem oito tipos de aminoácidos essenciais ao organismo.

No entanto, combinações de produtos, como arroz e feijão ou outra leguminosa, com alimentos à base de ovos ou queijos (suflês e gratinados), podem compensar a falta da carne. O inconveniente da dieta vegetariana é o fato de, a longo prazo, a pessoa ter deficiência de vitamina B12, provocando anemia. Para repor a substância, recorre-se a injeções ou óleo de fígado de bacalhau.

Cortar as carnes das refeições de crianças é complicado, pois elas precisam de proteínas para o desenvolvimento. Para não comprometer o crescimento, é aconselhável consultar um nutricionista. O consumo diário adequado varia com a faixa etária. De 1 a 3 anos, 16g, de 4 a 6 anos, 24g, e de 7 a 10 anos, 28g. A carne é também uma das fontes de ferro, mas feijão, vegetais verdes-escuros, inhame e passas podem substituí-la.

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